This article was accepted into the corpus but its outbound wikilinks were never NER-processed — typical at the deepest BFS hop or when the run's entity cap was reached. No expansion funnel to show.
| Televisão Brasileira | |
|---|---|
| Nome | Televisão Brasileira |
| Legenda | Estúdio de transmissão |
| País | Brasil |
| Idioma | Português Brasileiro |
| Lançado | 20 de setembro de 1950 |
| Proprietário | várias entidades públicas e privadas |
| Formato | PAL-M, digital terrestre |
| Áreas | Sudeste (Brasil), Nordeste (Brasil), Sul (Brasil), Centro-Oeste (Brasil), Norte (Brasil) |
Televisão Brasileira é o conjunto de emissoras, redes e serviços televisivos operando no Brasil desde meados do século XX, com origens em iniciativas como a TV Tupi e a expansão de redes como Rede Globo, Rede Bandeirantes e SBT. Ao longo de décadas, a televisão no Brasil articula empresas privadas, canais públicos e emissoras regionais, influenciando políticas culturais, eventos esportivos e as industrias de telenovela, jornalismo e entretenimento. O sistema televisivo brasileiro é marcado por famílias empresariais, conglomerados de mídia, legislação específica e transições tecnológicas do analógico ao SBTVD (Sistema Brasileiro de Televisão Digital).
A trajetória começa com a criação da TV Tupi em São Paulo e a institucionalização via empresários como Assis Chateaubriand e grupos como o Diários Associados, seguiu pelo surgimento de redes nacionais como Rede Globo fundada por Roberto Marinho e pelo crescimento de concorrentes como TV Cultura ligada à Fundação Padre Anchieta, Rede Bandeirantes de João Saad, e o Sistema Brasileiro de Televisão criado por Silvio Santos. A década de 1960 consolidou formatos popularizados por produtores como Cassiano Gabus Mendes e diretores como Biosio Salgado; no período da ditadura militar (1964–1985) nomes como Chico Anysio e Cassiano tiveram suas obras adaptadas às restrições censórias. A redemocratização e os anos 1990-2000 trouxeram consolidação de conglomerados como Organizações Globo e novos atores como RecordTV (do Grupo Record), além de mudanças em modelos comerciais e de produção.
O setor é estruturado em redes nacionais, redes regionais e estações independentes, com proprietários como Grupo Globo, Grupo Silvio Santos, Grupo Record, Grupo Bandeirantes e Sistema Fluminense de Comunicação. Infraestruturas centrais incluem complexos de estúdios em Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Recife, equipamentos de transmissão de antenas VHF/UHF, centros de controle técnico e sedes administrativas. Entidades de representação e regulação, como Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e Empresa Brasil de Comunicação (EBC), têm papel essencial na articulação entre emissoras e órgãos públicos; universidades como Universidade de São Paulo e Universidade Federal do Rio de Janeiro contribuem com pesquisa técnica e formação de profissionais.
Grandes redes nacionais incluem Rede Globo, RecordTV, Sistema Brasileiro de Televisão, Rede Bandeirantes, RedeTV! e TV Cultura. Canais públicos e estatais notáveis são a TV Brasil operada pela EBC e canais educacionais vinculados a secretarias estaduais e universidades, como a TV Escola. Redes regionais e afiliadas como RPC (Rede Paranaense de Comunicação), TV Gazeta, TV Verdes Mares e RBS TV mantêm programação local. Plataformas cabo e por assinatura incorporam canais como GloboNews, BandNews TV, Record News e sinais internacionais como HBO Brasil e Discovery Channel (Brasil).
A indústria produz telenovelas, séries, jornalismo, variedades, auditórios e esportes. Formatos emblemáticos incluem telenovelas de Gilberto Braga, Janete Clair, e Manoel Carlos; programas de auditório de Silvio Santos; jornalismo em instâncias como o Jornal Nacional; e humoristas como Chico Anysio e Hermes e Renato. Produtoras e estúdios como Globo Filmes, Estúdios Globo e independentes alimentam catálogos para emissoras e plataformas de streaming. Eventos esportivos de grande audiência como partidas da Seleção Brasileira de Futebol, o Campeonato Brasileiro Série A, a Copa do Mundo FIFA e as Olimpíadas mobilizam direitos de transmissão envolvendo empresas como Globosat e operadoras como TV por assinatura.
A regulamentação passa por instituições como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Conselho Federal de Comunicação (nome genérico para conselhos estaduais), além de dispositivos jurídicos como a Constituição Federal de 1988 e leis de radiodifusão que regulam outorgas, publicidade e conteúdo infantojuvenil. Debates públicos envolveram a Lei do Cabo, marcos regulatórios de mídia, regras de propriedade cruzada que atingiram conglomerados como Organizações Globo e Grupo Abril, e ações judiciais protagonizadas por atores como Ministério Público Federal em casos de concentração de mercado. A EBC é resultado de políticas públicas para comunicação pública e inclusão social.
A televisão atua como grande formadora de opinião e indústria cultural, influenciando eleições presidenciais, debates políticos envolvendo figuras como Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e Jair Bolsonaro, bem como movimentos sociais e representação regional de artistas de Norte (Brasil), Nordeste (Brasil) e Sul (Brasil). Ratings e pesquisas de audiência são produzidas por empresas como Ibope (atual Kantar IBOPE Media), orientando publicidade e programação. A televisão brasileira exportou formatos e conteúdos para países como Portugal, Espanha e nações africanas de língua portuguesa, além de estimular setores culturais vinculados a festivais como o Festival de Gramado.
A transição do padrão analógico PAL-M para o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) e a adoção da alta definição, transmissão terrestre digital e sinal híbrido integraram inovações de fornecedores internacionais e locais. Plataformas de streaming, provedores de conteúdo como Globoplay, serviços de vídeo sob demanda e players internacionais como Netflix (Brasil) e Amazon Prime Video transformaram modelagens de distribuição. Empresas de tecnologia e engenharia eletrônica vinculadas às universidades e centros de pesquisa, além de fabricantes como Embratel e operadoras de satélite, sustentam a infraestrutura técnica que hoje integra banda larga, OTT e sinal digital em áreas metropolitanas e remotas.
Category:Mídia no Brasil