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| Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mineração | |
|---|---|
| Name | Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mineração |
| Native name | Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mineração |
| Founded | 2010s |
| Headquarters | Brasília, Minas Gerais |
| Region served | Brasil |
| Fields | Mineração, Geociências, Engenharia |
| Leader title | Coordenadoria |
Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mineração é uma rede acadêmica e técnica brasileira dedicada à pesquisa aplicada e interdisciplinar sobre mineração, recursos minerais e gestão territorial. Reúne universidades, institutos de pesquisa, empresas de mineração, agências de fomento e organizações não governamentais para promover estudos científicos, inovação tecnológica e políticas públicas relacionadas ao setor mineral. A rede articula capacidades entre centros como Universidade de São Paulo, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Estadual de Campinas e instituições federais como Universidade Federal de Ouro Preto e Instituto Mineiro de Geologia.
A criação da rede ocorreu em contexto de expansão de iniciativas federais e estaduais envolvendo instituições como Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Ministério de Minas e Energia, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e órgãos estaduais de mineração em resposta a eventos como o rompimento da barragem de Mariana e o desastre de Brumadinho. Nos primeiros anos foram firmados acordos com universidades como Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do Pará e centros de pesquisa como Fundação Getulio Vargas, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. A rede ampliou a participação de atores regionais como Prefeitura de Belo Horizonte, Governo de Minas Gerais e organizações internacionais como Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento.
A governança integra conselhos consultivos e diretoria compostos por representantes de instituições como Universidade Federal de Viçosa, Universidade Federal de Uberlândia, Universidade Federal de Lavras, Serviço Geológico do Brasil e centros internacionais como Imperial College London e Massachusetts Institute of Technology. A coordenação executiva articula comitês científicos envolvendo pesquisadores de Universidade Estadual Paulista, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade de Brasília e laboratórios do Instituto de Pesquisas Tecnológicas e da Fundação Oswaldo Cruz. A rede mantém acordos de cooperação com agências como FAPESP, FAPERJ, CAPES e CNPq além de consórcios setoriais com empresas como Vale S.A., Anglo American, BHP, Kinross Gold e Grupo Votorantim.
Os projetos cobrem geologia econômica, mineração sustentável, recuperação de áreas degradadas, monitoramento ambiental e geotecnia com participação de pesquisadores ligados a Instituto de Geociências da UFRJ, Departamento de Engenharia Civil da UFMG, Escola Politécnica da USP e Centro de Tecnologia Mineral. Linhas específicas incluem modelagem de jazidas envolvendo técnicas desenvolvidas em parceria com Universidade de Cambridge, Universidade de Leeds e Universidade de Queensland; hidrologia e gestão de bacias com colaboração de Universidade de Waterloo; e estudos sobre impactos sociais coordenados com Universidade de Oxford, London School of Economics e Universidade de Salamanca. Projetos-piloto envolveram instituições como Embrapa, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e centros de extensão rural em estados como Minas Gerais, Pará, Mato Grosso.
A rede estabeleceu memorandos com universidades internacionais como University of Toronto, ETH Zurich, Australian National University, Universidade de Tóquio e Seoul National University, além de colaboração com organizações multilaterais como Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial e Organização dos Estados Americanos. Parcerias industriais envolvem companhias como Norsk Hydro, Rio Tinto, Teck Resources e Glencore e fornecedores tecnológicos como Schlumberger, Siemens e ABB. Relações com ONGs incluem cooperação com Instituto Socioambiental, Greenpeace Brasil, WWF Brasil e Fundação SOS Mata Atlântica.
O financiamento provém de agências brasileiras e fundos internacionais, combinando recursos de CNPq, CAPES, FAPESP, FAPERJ, BNDES e programas de cooperação como Horizon Europe, Global Environment Facility e linhas do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Empresas do setor mineral aportam financiamento por meio de fundos de pesquisa e desenvolvimento e acordos de compensação ambiental com secretarias estaduais de mineração e instituições filantrópicas como Fundação Bill e Melinda Gates em projetos de desenvolvimento territorial. Infraestrutura inclui laboratórios de instituições como CENPES, LNLS, Laboratório Nacional de Engenharia Civil e coleções de amostras geológicas administradas por museus como Museu Nacional (UFRJ) e Museu de Ciências da Terra.
A rede contribuiu para avanços em técnicas de prospecção geofísica integrando métodos adotados por grupos da Society of Exploration Geophysicists, bem como protocolos de monitoramento geotécnico e de barragens alinhados a normas internacionais influenciadas por comitês do International Commission on Large Dams e órgãos reguladores como Agência Nacional de Mineração. Inovações incluem desenvolvimento de sensores e algoritmos em colaboração com Instituto de Matemática Pura e Aplicada e centros de computação de alto desempenho como Laboratório Nacional de Computação Científica. Estudos publicados em periódicos internacionais envolveram autores afiliados a Nature Communications, Science Advances, Environmental Science & Technology e Journal of Geochemical Exploration.
Programas de pós-graduação e cursos técnicos articulados com universidades como Universidade Federal de Ouro Preto, Universidade Federal de Itajubá, Universidade Federal Fluminense e centros de formação profissional vinculados ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural oferecem capacitação em segurança de barragens, mineração de pequena escala e tecnologias de revegetação. A rede promoveu workshops com participação de especialistas de International Council on Mining and Metals, World Resources Institute, Intergovernmental Panel on Climate Change e agências de trabalho como Organização Internacional do Trabalho para formação em práticas sustentáveis, compliance e empreendedorismo local.
Category:Organizações de pesquisa do Brasil Category:Mineração no Brasil