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| Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametalistas | |
|---|---|
| Name | Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametalistas |
| Formed | 1981 |
| Type | Associação cultural |
| Headquarters | Rio de Janeiro |
| Location | Brasil |
Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametalistas é uma entidade representativa brasileira voltada para realizadores de documentário e curta‑metragem, fundada por cineastas no início da década de 1980. A associação mantém relações com instituições como Cinemateca Brasileira, ANCINE, Ministério da Cultura (Brasil), Festival de Cannes e Festival de Berlim para promoção, formação e difusão do cinema documental e de curta duração. Atua em redes nacionais e internacionais envolvendo organizações como UNESCO, European Film Academy, International Documentary Association e DocLisboa.
A associação foi criada em contexto de consolidação do cinema brasileiro, com fundadores ligados a movimentos culturais em Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre. Sua trajetória cruza episódios como a redemocratização pós‑Ditadura Militar no Brasil (1964–1985), políticas culturais articuladas no governo de José Sarney, programas de incentivo ao audiovisual durante as gestões de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, e a institucionalização promovida pela criação da ANCINE. Ao longo das décadas, a Associação dialogou com nomes do cinema documental como Eryk Rocha, Eduardo Coutinho, Hector Babenco, Paulo César Saraceni, Maya Deren (referência histórica), Ruy Guerra e Helena Solberg, além de instituições como Sesc, SESC Rio, Embratur e Fundação Nacional de Arte (Funarte).
A missão centra‑se na defesa dos direitos profissionais de realizadores, na promoção da produção independente e na preservação da memória audiovisual. Objetivos incluem interlocução junto a órgãos como ANCINE, Ministério da Educação (Brasil), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e capacitação por meio de parcerias com Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade de São Paulo, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Escola de Comunicação da UFRJ. Busca também inserir obras brasileiras em circuitos como Sundance Film Festival, Venice Film Festival, Rotterdam International Film Festival e IDFA.
A estrutura combina diretoria eleita, conselho consultivo e comissões temáticas para políticas públicas, formação e preservação. A diretoria costuma incluir cineastas com atuação em Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Curitiba e Salvador, e mantém acordos formais com Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Radiodifusão e Televisão e coletivos como Coletivo Crítica. O conselho estabelece protocolos de colaboração com Cinemateca Brasileira, Arquivo Nacional, Biblioteca Nacional do Brasil e universidades como UNICAMP e UFRGS.
Promove oficinas, laboratórios e residências com curadores e professores vinculados a instituições como Universidade Estadual de Campinas, Goldsmiths, University of London, New York University, Centro Georges Pompidou e Berlinale Talents. Mantém programas de capacitação para roteiristas, diretores e produtores em parceria com Sesc, SESC São Paulo, Fundação Getulio Vargas e Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Apoia políticas de preservação em colaboração com Cinecittà (referência), British Film Institute e Filmoteca Española.
Organiza mostras e festivais regionais e participa em circuitos internacionais como Festival do Rio, Semana dos Realizadores de Brasília, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, FICCI (referência), Rio Documenta e Festival Internacional de Curtas de São Paulo (Curta Cinema). Estreita relações com festivais como Festival de Locarno, Sitges, Tallinn Black Nights Film Festival e Cairo International Film Festival para circulação de obras. Seus encontros reúnem representantes de canais como TV Brasil, GloboNews, Canal Brasil e plataformas como Netflix, Mubi e Amazon Prime Video.
Edita boletins e dossiês sobre produção documental e curtas, colaborando com revistas e centros culturais como Revista Contracampo, Cinemais, Cadernos de Cinema e Instituto Moreira Salles. Produz catálogos para mostras em parceria com Fundação Joaquim Nabuco, Museu de Arte Moderna de São Paulo e Pinacoteca do Estado de São Paulo, além de arquivos digitais hospedados em parceria com Arquivo Nacional e Cinemateca Portuguesa. Financia e co‑produz curtas e documentários trabalhados por realizadores associados que participam de festivais como IDFA, Sundance Film Festival e DocMiami.
O financiamento provém de editais públicos e privados, com apoio de órgãos e empresas como ANCINE, Funarte, Ministério da Cultura (Brasil), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Petrobras (patrocínio cultural), e parcerias internacionais com European Cultural Foundation, Ford Foundation e Open Society Foundations. Estabelece convênios com instituições acadêmicas como Universidade Federal de Minas Gerais e Universidade Federal do Rio Grande do Sul e articula acordos de cooperação com redes como International Documentary Association e Doc Alliance.
Category:Cinema do Brasil