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| Marinha de Guerra Portuguesa | |
|---|---|
| Name | Marinha de Guerra Portuguesa |
| Native name | Marinha Portuguesa |
| Country | Portugal |
| Founded | 1317 (origins) |
| Type | Navy |
| Role | Defesa naval, segurança marítima |
| Headquarters | Lisbon |
| Commander in chief | President of Portugal |
| Minister | Minister of National Defence (Portugal) |
| Commander | Chief of the Naval Staff (Portugal) |
| Notable engagements | Age of Discovery, Portuguese Colonial War, Battle of the Tagus |
Marinha de Guerra Portuguesa é a força naval estatal de Portugal com origens na monarquia medieval e papel central durante o Age of Discovery, Portuguese Empire, e nas campanhas do Século XX; mantém responsabilidades em defesa marítima, projeção de poder e cooperação com organizações como a NATO, a European Union e a United Nations para missões de segurança e ajuda humanitária.
A formação inicial remonta ao reinado de Dom Dinis e às frotas reais que combateram frotas de Castile e protegeram rotas até ao Atlantic Ocean, evoluindo com figuras como Henrique, o navegador e capitais como Lisbon e Porto. Durante o Age of Discovery a marinha apoiou expedições de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e Ferdinand Magellan (expedição portuguesa/ibérica), consolidando pólos em Goa, Malacca e Macao. No período imperial, confrontos com a Ottoman Empire, Spain, Netherlands e pirataria no Indian Ocean marcaram operações, enquanto batalhas como a Battle of Diu influenciaram o equilíbrio regional. Após a perda do império e as revoltas de 1910 Portuguese Republican Revolution e a participação em conflitos do 20th century, a marinha adaptou-se à república, engajando-se na Portuguese Colonial War em África e na cooperação pós-Revolução dos Cravos com a NATO durante a Guerra Fria.
A estrutura é chefiada pelo Chief of the Naval Staff (Portugal), subordinado ao Minister of National Defence (Portugal) e ao President of Portugal como comandante supremo; integra comandos como o Fleet Command (Portugal), unidades de infantaria naval próximas de modelos como os Marines e serviços de apoio logístico e de engenharia ligados a instituições como a General Staff of the Armed Forces (Portugal). Órgãos técnicos cooperam com organismos científicos como o Instituto Hidrográfico e com agências de segurança marítima da European Maritime Safety Agency e a International Maritime Organization para regulação e investigação. A marinha mantém órgãos administrativos e escolas sob supervisão do Ministry of Defence (Portugal) e de acordos bilaterais com marinhas como a Royal Navy e a Spanish Navy.
As missões cobrem defesa de soberania no Exclusive Economic Zone (Portugal), patrulha contra narcotráfico em rotas do Atlantic Ocean, missões de busca e salvamento coordenadas com a Maritime Rescue Coordination Centre de Lisbon, e participação em operações multinacionais como as missões da United Nations e da European Union Naval Force (Operation Atalanta). A marinha também realiza exercícios conjuntos com a NATO Standing Naval Forces, apoia operações de assistência pós-desastre com a Portuguesa Civil Protection Authority e participa em cooperação científica com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Históricas operações de presença incluem escoltas de comboios, ações anfíbias em campanhas coloniais e patrulhas de soberania em arquipélagos como os Azores e Madeira.
A força inclui fragatas modernas, corvetas, navios-patrulha, submarinos, navios de apoio logístico e aeronaves de patrulha marítima; plataformas notáveis incluem fragatas da classe Vasco da Gama-class frigate (retrofit para variantes europeias), submarinos da classe Tridente-class (nota: classe portuguesa adaptada), e patrulhas como corvetas e navios de patrulha oceânica usados para proteção do Exclusive Economic Zone. A aviação embarcada e marítima integra aeronaves de patrulha como variantes do P-3 Orion e helicópteros de busca e salvamento similares a modelos do Westland Sea King ou do NHIndustries NH90. Sistemas de armas e eletrónica provêm de fornecedores europeus como DCNS (Naval Group), Thales Group, BAE Systems, e capacidades de sensores acompanham padrões da NATO. Unidades especiais de intervenção inspiram-se em formações como os Fuzileiros e operações similares conduzidas por forças especiais de marinhas como a Royal Marines ou os US Navy SEALs.
O recrutamento e a formação são conduzidos por estabelecimentos como a Naval Academy (Portugal), escolas técnicas de manutenção e centros de instrução de fuzileiros; programas combinam ensino naval tradicional, ciência naval e competências técnicas em cooperação com universidades como a University of Lisbon e institutos politécnicos. Oficiais históricos destacaram-se em campanhas navais e em diplomacia marítima; carreiras incluem regimes de promoção regulamentados por leis como os estatutos das Forças Armadas portuguesas e acordos laborais com sindicatos militares. A marinha participa em intercâmbios com instituições de ensino militar da United Kingdom Defence Academy, École Navale e academias da NATO.
As bases principais compreendem instalações em Lisbon, docas em Alfeite, estaleiros de manutenção como Lisnave e instalações estratégicas nos arquipélagos dos Azores (base em Ponta Delgada) e Madeira (Funchal) para projeção no Atlântico. Infraestruturas científicas e de apoio incluem portos da Marinha, centros logísticos, estaleiros navais e instalações de treino subaquático e de comunicações que cooperam com portos civis como Port of Lisbon e com centros de pesquisa como o Instituto Hidrográfico.
Programas atuais e previstos abrangem modernização de fragatas e submarinos, aquisição de navios-patrulha oceânicos, integração de capacidades C4ISR alinhadas com padrões da NATO, e projetos de cooperação industrial com empresas como OGMA e EMGEPRON (contrapartes internacionais). Projetos de defesa incluem atualização de eletrónica, sistemas de defesa aérea naval e aumento de interoperabilidade com forças como a Spanish Navy e a Royal Navy, além de iniciativas para expansão da capacidade de resposta a ameaças híbridas no Atlantic e tecnologia de drones marítimos em parceria com centros de inovação como o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores.
Category:Militar de Portugal