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| JARDIM BOTÂNICO DO RJ | |
|---|---|
| Name | Jardim Botânico do Rio de Janeiro |
| Native name | Jardim Botânico do RJ |
| Established | 1808 |
| Location | Rio de Janeiro, Brazil |
| Area | 137 hectares |
JARDIM BOTÂNICO DO RJ
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro é um jardim botânico histórico e centro de pesquisa localizado no bairro do Jardim Botânico, na zona sul do Rio de Janeiro. Fundado no reinado de D. João VI no início do século XIX, o espaço articula coleção de plantas exóticas e nativas, programas de conservação, museus e monumentos ligados a figuras como Dom Pedro II e instituições como o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico (JBRJ). O jardim é patrimônio cultural e científico conectado a redes internacionais como a Botanic Gardens Conservation International e programas da UNESCO.
A criação do jardim em 1808 vinculou-se ao contexto da transferência da corte portuguesa para o Brasil com influência direta de D. João VI, da embaixada britânica liderada por representantes como o Conde de Funchal e de naturalistas inspirados por Alexander von Humboldt, Carl Friedrich Philipp von Martius e José Mariano da Conceição Vellozo. No século XIX, o desenvolvimento cadastral relacionou-se com expedições científicas patrocinadas por Dom Pedro II, com intercâmbio de espécies entre o jardim e instituições como o Royal Botanic Gardens, Kew, o Jardin des Plantes e o Smithsonian Institution. Ao longo do século XX, pesquisadores associados a nomes como Augusto Ruschi e instituições como a Universidade Federal do Rio de Janeiro consolidaram coleções taxonômicas e herbários. Em momentos políticos como a República Velha e o período do Estado Novo, o jardim sofreu mudanças administrativas que envolveram ministérios e secretarias ligados ao meio ambiente. Nas últimas décadas, acordos com entidades como o World Wildlife Fund e programas da Comissão Europeia ampliaram projetos de restauração de áreas degradadas e de catalogação genética.
O terreno situa-se entre a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Corcovado, integrando-se à paisagem cultural próxima ao Parque Nacional da Tijuca, ao Cristo Redentor e ao bairro do Leblon. O layout histórico incorpora avenidas alinhadas, alamedas de palmeiras imperiais e setores botânicos como o Jardim Sistemático, o Horto de Plantas Nativas e a estufa de bromélias, refletindo modelos de jardins de instituições como o Royal Botanic Garden Edinburgh e o New York Botanical Garden. O desenho paisagístico evoca referências a projetos de Jean-Baptiste Lamarck e práticas hortícolas difundidas por escolas europeias e latino-americanas, com pontos cardeais marcados por lagos, canais e espelhos d’água que dialogam com obras de engenharia hidráulica de empresas e órgãos como a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE).
As coleções incluem exemplares significativos de Araucaria angustifolia, bromélias, orquídeas, palmeiras imperiais e um herbário com amostras trocadas com o Royal Botanic Gardens, Kew, o Missouri Botanical Garden, o Koninklijk Belgisch Instituut voor Natuurwetenschappen e museus naturais como o Natural History Museum, London. Espécies ameaçadas catalogadas dialogam com listas da IUCN e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Programas de ex situ e in situ envolvem espécies coletadas em biomas como a Mata Atlântica, o Cerrado, o Pantanal e a interação com fauna associada, incluindo estudos sobre morcegos, aves migratórias relacionadas a rotas documentadas pelo BirdLife International. A coleção de orquídeas e a coleção de cactáceas ampliaram parcerias com coleções do Botanical Research Institute of Texas e do Huntington Botanical Gardens.
A infraestrutura de pesquisa articula laboratórios de taxonomia, genética, fitopatologia e propagação vinculados a projetos com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)],] a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e a CNPq. Trabalhos publicacionais e redes de colaboração ocorrem com universidades como a Universidade de São Paulo, a Universidade Estadual de Campinas, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e centros internacionais como o Royal Botanic Gardens, Kew. Programas de conservação participam de iniciativas designadas pela Convention on Biological Diversity e pelo Global Strategy for Plant Conservation, incluindo protocolos para restauração de fragmentos de Mata Atlântica e reintrodução coordenada com parques nacionais como o Parque Nacional da Serra dos Órgãos.
As atividades educativas incluem visitas guiadas, exposições temporárias e programas escolares em parceria com secretarias municipais e estaduais, museus como o Museu Nacional (recuperação e cooperação) e instituições culturais como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O jardim mantém ações com organizações não governamentais como o Instituto Socioambiental e programas comunitários inspirados por modelos de educação ambiental do United Nations Environment Programme e do Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services (IPBES). Eventos de divulgação científica reúnem pesquisadores de instituições como o Jardim Botânico de São Paulo e o Instituto de Biologia da Unicamp.
No conjunto há edificações e monumentos históricos como a estufa da linhagem do século XIX, o marco com estátua alusiva a Dom Pedro II e obras escultóricas relacionadas a artistas e expoentes culturais que dialogam com coleções de museus como o Museu de Arte do Rio e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Elementos arquitetônicos mostram influências neoclássicas e ecletismo presentes em projetos urbanos do século XIX e relações com arquitetos e engenheiros notáveis vinculados a obras na cidade, incluindo conexões com o Palácio do Catete e a Praça XV de Novembro.
A gestão combina órgãos públicos e parcerias com fundações, universidades e organismos internacionais; acordos de cooperação técnica envolveram ministérios e fundações semelhantes à Fundação Oswaldo Cruz e à Fundação Getulio Vargas em projetos específicos. Fontes de financiamento incluem recursos orçamentários municipais e estaduais, editais de pesquisa da CNPq e da FAPERJ, convênios com organizações como o World Bank em programas de sustentabilidade e doações de fundações privadas e institutos filantrópicos similares ao Gates Foundation em iniciativas educacionais.
Category:Botanical gardens in Brazil Category:Buildings and structures in Rio de Janeiro (city) Category:Protected areas of Rio de Janeiro (state)