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| Associação de Conservação da Natureza | |
|---|---|
| Name | Associação de Conservação da Natureza |
| Native name | Associação de Conservação da Natureza |
| Formation | 1990s |
| Type | Non-governmental organization |
| Headquarters | Lisbon |
| Region served | Portugal, Macaronésia |
| Leader title | Diretor Executivo |
Associação de Conservação da Natureza é uma organização não governamental portuguesa dedicada à conservação da biodiversidade, restauração de habitats e promoção de políticas ambientais. Fundada por ativistas e biólogos no final do século XX, a associação atua em conservação costeira, florestal e insular através de projetos científicos, educação ambiental e advocacy. Opera em colaboração com universidades, agências europeias e redes internacionais para influenciar práticas de gestão em áreas protegidas e corredores ecológicos.
A trajetória da associação começou na década de 1990, quando um grupo de naturalistas inspirados por iniciativas como World Wide Fund for Nature, BirdLife International e International Union for Conservation of Nature formou uma entidade para responder às ameaças em zonas costeiras e ilhas atlânticas, conectando-se a programas da European Commission e a fundos do LIFE Programme. Nos anos 2000, a organização alinhou-se com instituições académicas, incluindo a Universidade de Lisboa, a Universidade do Porto e o Instituto Superior de Agronomia para formalizar protocolos de monitorização, e participou em redes como a Ramsar Convention e a Natura 2000. Em resposta a fogos florestais e a perda de habitats, colaborou com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e com administrações municipais, ao mesmo tempo que estabeleceu parcerias com ONGs internacionais como Conservation International e The Nature Conservancy.
A missão foca-se na proteção de espécies ameaçadas e na conservação de ecossistemas prioritários, alinhando-se com metas estabelecidas pela Convention on Biological Diversity e pelo European Green Deal. Entre os objetivos destacam-se a criação e gestão de áreas protegidas, a promoção de corredores ecológicos que interligam sítios como o Parque Natural da Arrábida e o Parque Natural da Ria Formosa, e a redução de conflitos entre atividades humanas e vida selvagem em territórios como os arquipélagos da Madeira e dos Açores. A associação desenvolve estratégias para espécies emblemáticas referenciadas por listas como a IUCN Red List e trabalha para implementar práticas compatíveis com acordos internacionais, incluindo compromissos da United Nations Environment Programme.
A governança inclui uma direção executiva, um conselho fiscal e conselhos consultivos científicos compostos por investigadores de instituições como a Universidade de Coimbra, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e o CIBIO-InBIO. A equipa técnica integra biólogos, engenheiros florestais e gestores de áreas protegidas, e mantém equipas de campo formadas por voluntários, estagiários de programas da Erasmus+ e peritos de projetos apoiados pela European Environment Agency. A associação organiza assembleias gerais para membros e utiliza comités temáticos para espécies, políticas marinhas e recuperação de ecossistemas, em consonância com normas de transparência e auditoria praticadas por organizações como a Transparency International nas relações com financiadores.
Os programas cobrem monitorização de populações, restauração de habitats e educação ambiental em parceria com entidades como o Museu Nacional de História Natural e da Ciência, o Instituto Hidrográfico e o Laboratório Marítimo da Guia. Projetos emblemáticos incluem ações de reabilitação de dunas e sapais, iniciativas de reintrodução de espécies nativas com apoio técnico de centros como o Centro de Recuperação de Fauna Selvagem de Loulé e estudos sobre conectividade genética em colaboração com o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. A associação participa em consórcios europeus para construção de corredores verdes transfronteiriços, integrando programas do INTERREG e parcerias com entidades como o Porto Natural History Museum. Também desenvolve programas de ciência cidadã inspirados por iniciativas como o iNaturalist e o eBird para envolver comunidades locais e turistas.
A associação assessorou a criação e gestão de diversas áreas protegidas, colaborando em planos de gestão para sítios integrados na rede Natura 2000 e em reservas marinhas como o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Trabalha na conservação de ilhas e arquipélagos associados a hotspots da Macaronésia, incluindo ações nas áreas protegidas da Reserva Natural das Ilhas Selvagens e em espaços marinhos vinculados a protocolos do Convention on Migratory Species. As intervenções abrangem gestão de invasoras listadas por entidades como o Global Invasive Species Programme e restauração ecológica de ecossistemas mediterrânicos vulneráveis, com metodologias validadas por centros de referência como o European Network for Nature Conservation.
O financiamento provém de fontes múltiplas, incluindo fundos europeus do LIFE Programme, programas do European Regional Development Fund, doações de fundações como a Calouste Gulbenkian Foundation e contratos com administrações regionais, nomeadamente com o Governo Regional da Madeira e o Governo Regional dos Açores. Estabelece parcerias estratégicas com universidades, centros de investigação como o IMAR, organizações internacionais como a WWF e o International Union for Conservation of Nature, bem como com empresas privadas em acordos de responsabilidade social corporativa. A associação participa em redes de cooperação transnacional incluindo o Atlantic Center for the Environment e colabora com organismos da United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization em iniciativas de educação patrimonial.
Avaliações de impacto baseiam-se em indicadores alinhados com metas da Convention on Biological Diversity e relatórios submetidos a programas da European Environment Agency. Resultados incluem aumentos monitorizados de populações de aves marinhas em colónias assistidas, recuperação de dunas costeiras e melhoria da conectividade entre fragmentos florestais documentada em estudos produzidos com universidades e centros como o BIOPOLIS. Auditorias externas e revisões científicas em revistas associadas a sociedades como a European Society for Conservation Biology atestaram metodologias e resultados, enquanto relatórios de impacto social destacam envolvimento comunitário em municípios como Faro, Setúbal e Madeira (função administrativa). A associação continua a ajustar práticas com base em avaliações independentes e recomendações de painéis científicos internacionais.
Category:Conservation organizations