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| Arquivo Regional e Biblioteca Pública João José da Graça | |
|---|---|
| Name | Arquivo Regional e Biblioteca Pública João José da Graça |
| Native name | Arquivo Regional e Biblioteca Pública João José da Graça |
| Established | 20th century |
| Location | Região Autónoma dos Açores, Portugal |
| Type | arquivo regional; biblioteca pública |
| Collection size | milhares de volumes; documentos históricos |
Arquivo Regional e Biblioteca Pública João José da Graça é um centro arquivístico e bibliotecário localizado na Região Autónoma dos Açores, dedicado à preservação de documentação histórica, literária e administrativa relacionada com a ilha onde se encontra e com o arquipélago, servindo investigadores, estudantes e público em geral. A instituição articula atividades de conservação, restauração, difusão e educação patrimonial, mantendo parcerias com instituições culturais nacionais e internacionais para estudos sobre a história atlântica e a diáspora portuguesa.
A criação do arquivo e da biblioteca está inserida numa tradição regional de preservação que dialoga com organismos como o Museu Carlos Machado, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, o Palácio da Ajuda e o Museu Nacional de Arte Antiga; influências administrativas e intelectuais remontam a figuras e instituições como João José da Graça, o Conselho Regional dos Açores, o Governo Civil de Ponta Delgada e o Instituto Histórico da Ilha Terceira. Ao longo do século XX, a coleção cresceu com doações de famílias ligadas a personalidades como António de Oliveira Salazar, Álvaro Cunhal, Eugénio de Andrade e Antero de Quental, e com aquisições de espólios de autores como Vasco Pulido Valente, José Saramago, Fernando Pessoa e Sophia de Mello Breyner Andresen. A reorganização institucional seguiu modelos e protocolos adotados por arquivos e bibliotecas europeias como a Bibliothèque nationale de France, a British Library, o Biblioteca Nacional de España e o Staatsbibliothek zu Berlin.
As coleções incluem manuscritos, periódicos, cartografia, registos paroquiais, fotografias, jornais locais, cartazes e mapas históricos que complementam acervos de pesquisas comparáveis aos do Arquivo Histórico Ultramarino, do Arquivo Municipal de Lisboa e do Municipal Archives of Ponta Delgada. Serviços de referência e reprodução articulam-se com catálogos inspirados em sistemas como o Library of Congress e a Dewey Decimal Classification, enquanto a gestão documental toma como referência normas do International Council on Archives e do International Federation of Library Associations and Institutions. Entre os fundos especiais destacam-se coleções ligadas à navegação atlântica, à emigração para o Brasil, aos laços com Madeira, às relações com Funchal e Horta, e a documentação de famílias mercantes que negociaram com portos como Lisboa, Porto e Viana do Castelo.
O edifício combina núcleos de armazenamento com salas de leitura climatizadas e oficinas de restauro modeladas segundo práticas da National Archives (United Kingdom), da Biblioteca Apostólica Vaticana e do Smithsonian Institution. A planta física integra depósitos compactos, salas de consulta, espaços expositivos e auditórios utilizados para conferências com convidados de instituições como o Universidade dos Açores e o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. Elementos arquitetónicos e intervenções respetivas dialogam com patrimónios regionais preservados em sítios como o Centro Histórico de Angra do Heroísmo, o Convento de São Francisco e o Forte de São Brás.
A direção e os departamentos técnico-científicos articulam-se com órgãos regionais e nacionais como o Direção Regional da Cultura dos Açores, a Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas e o Instituto Português do Património Cultural. Políticas de aquisição, conservação preventiva e acesso obedecem a recomendações emitidas por consórcios e redes como a Hispania Nova, a Roteiro dos Arquivos Portugueses e o Portal da Música Portuguesa. A formação de pessoal tem laços com universidades e centros de investigação incluindo o Universidade de Lisboa, o Universidade do Porto, o Universidade Nova de Lisboa, o Universidade dos Açores e o Centro de Estudos Açorianos.
Promove ciclos de conferências, oficinas de leitura, exposições temporárias e residências artísticas em colaboração com o Festival de Teatro de Angra do Heroísmo, o Atlântico Folk, a Casa do Povo e bibliotecas públicas metropolitana, recebendo investigadores vindos de centros como o Centro Nacional de Cultura, o Camões — Centro Cultural Português, o Instituto Camões e o Centro Cultural de Belém. Os programas dirigidos a jovens articulam-se com currículos escolares de escolas como o Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade e projetos universitários com docentes de departamentos de História, Literatura e Património, em parceria com entidades internacionais como o UNESCO e o European Commission.
A instituição oferece horários de consulta abertos ao público, serviços de orientação bibliográfica e apoio a investigadores independentes e instituições como o Arquivo Nacional de Cabo Verde, o Arquivo Histórico de Macau e bibliotecas universitárias europeias, respeitando normas de reprodução e empréstimo adotadas por redes como a REBECA e a REDIB. Procedimentos de leitura in situ, pedidos de reprodução e acesso a recursos digitais sustentam parcerias com repositórios e projetos de digitalização ligados ao Europeana, à HathiTrust e ao Digital Public Library of America, facilitando a visibilidade de fontes primárias para estudos sobre os Açores e a diáspora atlântica.
Category:Arquivos de Portugal Category:Bibliotecas dos Açores